Política

Política 615

O presidente Michel Temer assinou nesta quinta-feira, 15, a Medida Provisória que dispõe "de medidas de assistência emergencial para acolhimento a pessoas em situação de vulnerabilidade decorrente de fluxo migratório provocado por crise humanitária" em Roraima.

Além disso, Temer assinou dois decretos para normatizar a situação no Estado, que tem recebido milhares de venezuelanos fugindo da crise humanitária no país vizinho.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá, usou o Twitter no início da noite para comemorar a decisão que ajuda o seu estado natal. "É mais um compromisso que o Governo Federal está cumprindo com nosso Estado. Continuo acompanhando essa questão para buscar o apoio que Roraima precisa", escreveu.

O texto da MP, que o Estadão /Broadcast teve acesso, esclarece que será considerada situação de vulnerabilidade uma "condição emergencial e urgente que evidencie a fragilidade da pessoa, nacional ou estrangeira, no âmbito da proteção social, decorrente de fluxo migratório provocado por crise humanitária". Além disso, o texto trata proteção social, como "um conjunto de políticas públicas estruturadas para prevenir e remediar situações de vulnerabilidade social e risco pessoal que impliquem em violação dos direitos humanos".

Brasil reforça triagem de refugiados venezuelanos

De acordo com a MP, "as medidas de assistência emergencial para acolhimento a pessoas em situação de vulnerabilidade decorrente de fluxo migratório provocado por crise humanitária visam à ampliação das políticas de: proteção social; atenção à saúde; oferta de atividades educacionais; formação e qualificação profissional; garantia dos direitos humanos; proteção dos direitos das mulheres, crianças, adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, população indígena e comunidades tradicionais atingidas; oferta de infraestrutura e saneamento; segurança pública e fortalecimento do controle de fronteiras; logística e distribuição de insumos; e mobilidade, distribuição no território nacional e apoio à interiorização das pessoas".

A MP diz ainda que as ações "dependerão de manifestação prévia de vontade das pessoas atingidas que queiram se estabelecer em outro ponto do território nacional".

Decretos

Um dos decretos define "a composição, as competências e as normas de funcionamento do Comitê Federal de Assistência Emergencial" para acolher a pessoas em situação de vulnerabilidade decorrente de fluxo migratório provocado por crise humanitária.

O texto prevê que o Comitê será presidido pela Casa Civil, mas terá um representante das pastas da Justiça e Segurança Pública; Defesa; Relações Exteriores; Educação; Trabalho; Desenvolvimento Social; Saúde; Planejamento; Integração Nacional; Direitos Humanos; Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Este decreto prevê que no prazo de dois dias úteis, "os representantes titulares indicarão os seus suplentes, os quais deverão ocupar cargo em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS de natureza especial ou de nível 6, no âmbito do órgão que indicar o representante titular, e serão designados em ato do Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República".

O Ministério da Defesa atuará como Secretaria-Executiva do Comitê Federal de Assistência Emergencial e prestará o apoio administrativo ao Comitê. Além disso, caberá ao Ministério da Defesa a operacionalização e, se necessário, a execução das despesas relativas a reuniões do Comitê.

O decreto prevê ainda que o Comitê "criará sala de situação, a ser mantida na cidade de Brasília, para monitoramento permanente da situação". "O Comitê Federal de Assistência Emergencial se reunirá, em caráter ordinário, com periodicidade mínima mensal e em caráter extraordinário, sempre que houver necessidade, por meio de convocação de seu Presidente".

O outro decreto, "reconhece a situação de vulnerabilidade decorrente de fluxo migratório para Roraima, provocado pela crise humanitária" na Venezuela. Para justificar a necessidade da medida, o decreto lista os problemas vivenciados na região e começa citando a "crise política, institucional e socioeconômica observada" no país vizinho, "ao longo dos últimos anos", e lembra que a declaração assinada na Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, em julho do ano passado, que reconheceu a "ruptura na ordem democrática daquele país".

Em seguida, depois de salientar a "necessidade de acolhimento humanitário" no Brasil dos venezuelanos, este segundo decreto justifica a "situação de vulnerabilidade", citando o "aumento populacional temporário, desordenado e imprevisível observado no Estado de Roraima em decorrência do fluxo migratório de pessoas" vindas da Venezuela, nos últimos meses e lembra o "impacto desse fluxo migratório" na prestação de serviços públicos de saúde, saneamento básico, segurança pública, entre outros".

 

Fonte: R7


A Justiça Federal em Brasília suspendeu o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva previsto para ocorrer na próxima terça-feira, no processo movido pelo Ministério Público Federal a que o petista responde por suspeita de irregularidades na compra pelo governo brasileiro de caças suecos.

Em despacho desta quinta-feira, o juiz Vallisney de Souza Oliveira disse que tomou a decisão cumprindo determinação anterior do desembargador Néviton Guedes que já determinara a suspensão das audiências.

O interrogatório de Lula, do filho dele Luís Cláudio Lula da Silva, dos empresários Mauro Marcondes e Cristina Maltoni foram suspensos, sem data marcada para ocorrer.

 

Fonte: msn


Em dificuldades para aprovar a reforma da Previdência, o governo Temer quer mostrar que sua administração não está ligada somente ao futuro da proposta de mudança nas regras de aposentadoria no país. Por isso, diante de mais um início de ano com notícias negativas no campo da segurança, o presidente Michel Temer decidiu eleger a área como prioritária para mostrar que seu governo não vai ficar paralisado e sem agenda caso a reforma não seja aprovada.

Um ministro resume a estratégia do governo. “Depois da Previdência, a segurança é o tema que mais preocupa a população e o governo. E é nossa responsabilidade buscar agir para resolver esse clima de insegurança no país, presente em vários Estados”, disse o assessor presidencial ao blog. O risco, admitem auxiliares, é o governo repetir os erros do ano passado, quando o Palácio do Planalto até ensaiou dar prioridade ao tema, mas ficou mais no discurso.

No ano passado, Temer chegou a mudar o nome do Ministério da Justiça, incluindo nele a segurança pública e chegou a lançar um plano nacional para o setor. Mas não houve grandes avanços. Agora, com a crise em Roraima por causa da entrada de imigrantes venezuelanos e das cenas de violência em pleno carnaval no Rio, Temer decidiu focar os últimos dias em reuniões com sua equipe para traçar uma estratégia para enfrentar o problema.

Segundo assessores, Temer gosta da área, já foi secretário de Segurança em São Paulo e quer deixar neste setor outra marca de seu governo. Além da recuperação econômica e das reformas já aprovadas, o presidente acredita que sua administração poderá terminar com uma imagem melhor perante à população se contribuir para reduzir a insegurança no país.

O risco, insistem assessores, é repetir não só o início do governo do peemedebista como outras administrações, que também já prometeram dar prioridade ao tema e não conseguiram mudar a realidade do setor no país. Nesta linha, Temer voltou a discutir a criação do Ministério da Segurança Pública. Vai bater o martelo até a próxima semana.

 

Fonte: G1


Descrente de que o governo reúna os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já prepara o discurso para anunciar, no final de fevereiro, o engavetamento da matéria, segundo apurou o Estadão/Broadcast.

Para evitar que o ônus do anúncio recaia sobre o Congresso Nacional e, muito menos, sobre ele, Maia deve responsabilizar o Palácio do Planalto por não ter obtido apoio suficiente à proposta. Deve dizer, ainda, que não vale a pena colocar a matéria em votação para ser derrotada.

Nos bastidores, outras lideranças partidárias também dão como certo que a proposta será engavetada. A maioria suspendeu as articulações em torno da reforma da Previdência durante o período carnavalesco.

Só devem retomar as conversas a partir deste domingo. Sem o placar mínimo de votos para aprovação, a expectativa é de que o início da discussão em plenário, antes previsto para esta segunda, dia 19, seja mais uma vez adiado.

O próprio relator da reforma, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), viajou ao exterior com a família na semana passada e só retorna domingo, segundo sua assessoria. Os principais líderes também só devem chegar a Brasília no domingo ou na segunda, entre eles, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e André Moura (PSC-SE), líderes do governo na Câmara e no Congresso, respectivamente, e Baleia Rossi (SP), líder do MDB, partido do presidente Michel Temer.

Segundo interlocutores, Rodrigo Maia decidiu que cumprirá seu "papel institucional" de presidente da Câmara ao anunciar que não pautará a votação da reforma antes das eleições. Esse anúncio deve ser feito antes mesmo do dia 28, data limite prevista para a votação. Até então, o parlamentar fluminense resistia em fazer esse anúncio e se mostrava muito incomodado com o discurso do governo de transferir para os deputados a culpa pela frustração com a reforma.

Avaliação do grupo de Maia é de que o anúncio pode favorecer a candidatura dele à Presidência da República, pois o descolaria de uma pauta impopular. O parlamentar fluminense, contudo, pretende manter o discurso de que a reforma é "necessária" e investir na tese de que as eleições presidenciais de outubro é que resolverão o futuro da proposta. 

 

Fonte: R7


 

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou nesta quarta-feira (14) parecer ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra o pedido da defesa de Sérgio Cabral, ex-governador do Rio, para anular decisão do juiz federal Sérgio Moro e manter o político carioca preso no sistema prisional do Rio de Janeiro. O relator do caso no Supremo é o ministro Gilmar Mendes.

No mês passado, ao transferir o ex-governador para um presídio em Curitiba, Moro atendeu a pedido do MPF (Ministério Público Federal), ante constatação de regalias ao ex-governador na unidade em que estava preso no Rio. Cabral é réu em 20 processos e está preso preventivamente por acusações de corrupção. As informações são da Agência Brasil.

No entendimento da procuradora-geral, a transferência ocorreu com base em provas de que Cabral estava recebendo regalias na prisão, como entrada de alimentos proibidos, uso de aquecedor elétrico, chaleira, sanduicheira, halteres, dinheiro além do limite permitido e colchões diferenciados das demais celas.

"A situação exigia, assim como ainda exige, a adoção de medidas reativas, enérgicas, a fim de não tornar tábula rasa os objetivos de uma custódia cautelar preventiva, máxime envolvendo uma criminalidade econômica e política, reconhecida como de 'colarinho branco'", disse Raquel Dodge.

DEFESA

No habeas corpus, a defesa de Cabral sustenta que o ex-governador não recebeu regalias na prisão. A defesa também lembrou que a Polícia Federal usou algemas nas mãos e nos pés do ex-governador durante a transferência.

"Se o paciente foi transferido do Rio de Janeiro sob o pretexto de que precisava ser tratado da mesma forma como os outros presos, em Curitiba aconteceu justamente o contrário. Não há notícia de um só preso [dos processos da Lava Jato ou de qualquer outro] a quem se tenha dispensado tratamento tão degradante como o que recebeu o ex-governador Sérgio Cabral em Curitiba", disse a defesa. Com informações da Folhapress.

 

Fonte:  msn

 


Dez dias antes de Fernando Segovia, diretor-geral da Polícia Federal, declarar que não há indício de crime na investigação contra o presidente Michel Temer no chamado inquérito dos portos, os investigadores do caso pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) o compartilhamento de informações de investigações antigas para apurar "possíveis atos ilícitos" envolvendo a relação de pessoas investigadas.

O ofício, obtido pela Globonews, é de 30 de janeiro. No dia 9 de fevereiro, a agência Reuters publicou uma entrevista com Segóvia afirmando que o diretor-geral da Polícia Federal indicou tendência de arquivamento do inquérito dos portos por não haver, em sua avaliação, indício de crime nem de pagamento de propina.

A investigação ainda está em andamento. No ofício do dia 30 de janeiro, o delegado Wellington Santiago da Silva, responsável pelo grupo de inquérito do STF, solicitou ao ministro Marco Aurelio Mello o compartilhamento de informações de uma outra investigação, já arquivada em 2011, mas citada diversas vezes durante o presente inquérito.

De acordo com o texto do ofício, os investigadores querem acesso ao material para "fins de conhecimento das informações produzidas e eventual compartilhamento, uma vez que tais informações poderão auxiliar na compreensão das relações das pessoas investigadas" também no inquérito atual, sob relatoria do ministro Luís Roberto Barroso, "em especial possíveis atos ilícitos, vínculos com a Companhia Docas do Estado de São Paulo e também com a concessionária de exploração de terminais portuários, em Santos/SP".

O material arquivado investigou o possível envolvimento do atual presidente da República em suposto pagamento de propina no setor portuário.

O inquérito citava Temer e Marcelo Azeredo, ex-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que havia sido indicado com apoio do PMDB.

No material estava uma planilha que, para os investigadores, fazia referência à distribuição de propina desviada de contratos do Porto de Santos.

Depoimentos

Os investigadores agendaram para esta quinta-feira, às 13 horas, o depoimento do empresário Joesley Batista, e, na sexta, às 14h30, a oitiva de Ricardo Saud, ex-executivo da JBS. Ambos estão presos.

 

Fonte: G1


RIO – As suspeitas de associação ao tráfico durante a campanha eleitoral de 2010 contra a deputada federal e ministra nomeada Cristiane Brasil (PTB-RJ) nunca foram investigadas na esfera eleitoral. A denúncia é de uma suposta coação de eleitores e consta de inquérito criminal da Polícia Civil revelado pelo Estado no dia 3 de fevereiro.

As acusações foram recebidas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) em 10 de agosto de 2010 e, nove dias depois, enviadas ao Ministério Público Estadual. O procedimento correto seria a abertura de um procedimento investigatório, o que não ocorreu. Ao Estado, a Procuradoria Regional Eleitoral admitiu não ter registro da denúncia. Em 19 de agosto de 2010, a denúncia chegou ao 7.º Centro de Apoio Operacional do Ministério Público Estadual, segundo registro do Tribunal. E, conforme a movimentação eletrônica, está lá até então.

O MP estadual negou ter conhecimento da denúncia e afirmou, em nota, que as eleições gerais de 2010 eram de responsabilidades da Procuradoria Regional Eleitoral. A Promotoria disse ainda que “não localizou nenhum outro procedimento senão aquele inquérito policial remetido ao MPF no dia 26/1” revelado pelo Estado.

A Procuradoria, por sua vez, declarou que a denúncia não chegou ao órgão. De acordo com a instituição, em casos como o envolvendo a deputada, o MP Estadual usualmente abre o procedimento, verifica que não é sua atribuição direta, por ser matéria eleitoral, e o remete à PRE. Esse procedimento, aparentemente, não foi concluído, porque a Procuradoria Eleitoral não tem registro de ter recebido os documentos e não abriu inquérito para apurar crime eleitoral nesse caso.

Secretaria.Cristiane, que na época era vereadora licenciada e secretária municipal de Envelhecimento Saudável da capital, não se candidatou em 2010, mas naquele ano apoiou a candidatura do deputado estadual Marcus Vinicius (PTB) – então seu cunhado – à reeleição. Ela se candidatou e foi eleita deputada em 2014. Cristiane e Vinicius negam as acusações.

A denúncia acusa Cristiane de repassar dinheiro a traficantes que controlavam comunidades do bairro de Cavalcanti, na zona norte do Rio, reduto eleitoral da parlamentar, em troca de apoio na região. Além dela e de seu ex-cunhado, outros três assessores da deputada também foram apontados como envolvidos no caso. As acusações incluem supostas ameaças a moradores que fariam propaganda para outros candidatos e a líderes comunitários que teriam resistido a apoiar a petebista.

Ouvidoria. Denúncias sobre a suposta ação da deputada e seu grupo em Cavalcanti foram encaminhadas em 2010 às Ouvidorias da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual. Elas geraram um inquérito na Polícia Civil, que ouviu Marcus Vinicius e expediu uma intimação para convocar Cristiane, vereadora licenciada na época, a depor. Esse depoimento nunca aconteceu, e a investigação pouco avançou, ao longo de oito anos.

Depois que o Estadoprocurou a polícia e o MP Estadual e questionou sobre as investigações, a Procuradoria de Justiça do Rio anunciou que enviaria os autos para o Ministério Público Federal. O MPF encaminhou o material para a Procuradoria-Geral da República, em Brasília, porque Cristiane é deputada federal desde 2015 – três anos após a posse no mandato. Como parlamentar, ela tem direito a foro especial no Supremo Tribunal Federal.

Os autos enviados à PGR têm anexados apenas um mapa das ruas de Cavalcanti, obtido na internet, um perfil de Cristiane do Wikipédia e uma galeria de fotos da deputada na escola de samba do bairro. Essas imagens foram tiradas da página da parlamentar na internet.

Um dos assessores de Cristiane na época supostamente envolvido no caso foi identificado na denúncia como Alexandre Dum. Ele é acusado de invadir casas dos moradores do bairro para forçá-los a arrancar cartazes de candidatos adversários de Marcus Vinicius.

Ao abordar agressivamente os moradores, Dum e outros, segundo a denúncia, diriam agir “a mando de Zezito”. Este seria José da Silva Miguel Filho, chefe do tráfico no Morro da Primavera, no mesmo bairro. Ligado à facção criminosa Amigos dos Amigos, é foragido do sistema penitenciário, porque em 2007 passou para o regime semiaberto e não retornou ao presídio.

 ‘Campanha difamatória’. Cristiane afirmou, por meio de sua assessoria, que não concorreu às eleições de 2010, quando era secretária municipal, e disse que foi alvo de denúncia anônima e infundada. Lembrou que não chegou a ser ouvida na investigação e afirmou sofrer uma “campanha difamatória”. Essa afirmação também é sustentada por seu pai, o presidente do PTB, Roberto Jefferson.

Marcus Vinicius negou em depoimento envolvimento com criminosos. O Estadonão localizou Alexandre Dum, nem seu advogado. A Polícia Civil alegou que o inquérito criminal sobre associação ao tráfico é sigiloso e não comenta sobre o caso.

 

Fonte: msn


BNDES também deu crédito proibido a Estados

Sábado, 10 Fevereiro 2018 00:00 Written by

Além da Caixa Econômica Federal, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também concedeu empréstimos a Estados e municípios aceitando receitas futuras de tributo como garantia das operações. Esse tipo de garantia de crédito é proibido pela Constituição para operações que não tenham aval do Tesouro.

O BNDES informou que o estoque desses financiamentos está próximo de R$ 4,4 bilhões e que o banco vai analisar o impacto da nova norma do Banco Central que endureceu as exigências de capital para esses casos.

O procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Júlio Marcelo de Oliveira, deixou claro ontem que a norma do BC “de maneira alguma é uma liberação das operações”. Oliveira pediu uma medida cautelar para impedir os bancos de fazer operações sem o aval da União.

No foco das discussões está a Caixa, instituição tradicionalmente usada para operações de crédito com os entes federativos. No fim de janeiro, o Estadão/Broadcast informou que o Conselho de Administração da Caixa havia suspendido as operações de empréstimos a Estados e municípios porque a utilização de receitas tributárias e de repasses como garantia era controversa. Para Oliveira, o uso dessas garantias não é permitida pela lei.

Na quinta-feira, o BC editou uma circular impondo aos bancos que apresentem reserva maior de capital sempre que aceitarem, como garantia para empréstimos a Estados e municípios, os recursos de fundos repassados pela União - no caso, o Fundo de Participação dos Estados (FPE) e o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Fundos. Para Oliveira, a medida do BC não autoriza as operações com fundos: “A instituição vai esperar o TCU decidir sobre a validade das garantias. Se o TCU disser que é ilegal, eles (BC) ficam resguardados do ponto de vista da solidez.”

Em meio a dificuldades de capital, a Caixa afirmou em nota nesta sexta-feira (9) que analisa a adequação, à circular do BC. O BNDES também disse que ainda analisa a circular e que não tem uma posição formada.

A reportagem indagou o BC se a circular de quinta-feira serviu para regularizar algo supostamente irregular, repassando o risco aos bancos públicos. Em resposta, o BC afirmou que a questão da legalidade ou não está sob apreciação do TCU. A instituição disse ainda que “adotará as medidas necessárias para assegurar o fiel cumprimento pelas instituições do Sistema Financeiro Nacional das decisões que sejam tomadas pelo órgão de controle.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Fonte: R7


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve frustrada mais uma tentativa de evitar a própria prisão, mas conseguiu empurrar o Supremo Tribunal Federal (STF) a rediscutir a prisão em segunda instância. O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo, negou nesta sexta-feira o pedido dos defensores do petista para evitar sua prisão, alegando que ainda se aguarda decisão final sobre pedido idêntico feito ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) — ele foi negado pelo ministro Humberto Martins na semana passada. Mas Fachin delegou a decisão final sobre o pedido para o plenário do tribunal.

O ministro remeteu o pedido de habeas corpus preventivo de Lula ao plenário mencionando duas ações declaratórias de constitucionalidade (de números 43 e 44) que questionam a prisão após condenação em segunda instância, "matéria de fundo" do recurso do petista. Essas duas ações foram apresentadas pelo Partido Ecológico Nacional (PEN) — que mudou o nome recentemente para Patriota — e pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ambas relatadas pelo ministro Marco Aurélio Mello. O STF decidiu em outubro de 2016 que condenados em segunda instância podem ser presos provisoriamente, mas a maioria de seis votos a cinco não parece ter sido o bastante para encerrar a questão.

Para o ministro Gilmar Mendes, que votou a favor das prisões em segunda instância na ocasião, essa possibilidade "virou regra, como se tivesse sido um axioma". "Se tornou imperativa, nesse ambiente de caça às bruxas", criticou o ministro em entrevista à Folha de S.Paulo. O desconforto vocalizado por Mendes e por outros legalistas ganhou ainda mais adeptos depois que Lula teve sua condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro referendada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em janeiro.

Questionada sobre a possibilidade de o STF rever a decisão de 2016 por conta de Lula, a presidenta da Corte, Cármen Lúcia, disse recentemente que isso "apequenaria" o Supremo e que pautar a questão não estava nos planos dela. Cármen Lúcia ressalvou, contudo, que qualquer ministro poderia provocar o plenário a discutir o tema. É o que Fachin fez nesta sexta-feira, ressalvando que a deliberação sobre o habeas corpus de Lula será feita "em dia para julgamento a ser designado pela Presidência".

A julgar pela relevância da questão, ela não deve demorar muito para ir a plenário. Em nota, a defesa de Lula disse que “a decisão proferida hoje pelo ministro Edson Fachin dará ao plenário do Supremo Tribunal Federal a oportunidade de aplicar a Constituição Federal, especialmente no que se refere à garantia da presunção de inocência até decisão final da qual não caiba mais recurso”.

Plenário

Ao dirigir o habeas corpus para o julgamento dos 11 ministros da Corte, Fachin contraria a vontade manifestada pelos advogados de Lula no pedido. Eles pretendiam ver a questão levada à Segunda Turma do Supremo, onde se avalia que as chances de vitória do ex-presidente seriam maiores. Nesta semana, a defesa do petista ficou sabendo que não deve contar com o voto do ministro Alexandre de Moraes, dado como incerto até a última quarta-feira. Os votos-chave devem ser de Mendes, que sinaliza mudar sua posição favorável à prisão em segunda instância, e Rosa Weber, que, especula-se, pode fazer o caminho inverso.

Vendo o caminho para a cadeia se encurtar, Lula decidiu reforçar a equipe de defesa e contratou nesta semana Sepúlveda Pertence, um ex-presidente do STF que daria ao petista mais prestígio entre aqueles que podem garantir sua liberdade. Ao inaugurar um presídio em Formosa (GO) nesta sexta-feira, Cármen Lúcia disse que "o cidadão brasileiro está cansado de tanta ineficiência e espera poder voltar a confiar nas instituições". Ela se referia às condições precárias das cadeias no país, mas é o caso de Lula que mantém o Supremo no foco atualmente.

 

Fonte: msn


O irmão de José Dirceu, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, foi preso nesta sexta-feira (9) pela PF (Polícia Federal) em Ribeirão Preto (SP). A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da PF em São Paulo. 

Em setembro de 2017, Silva havia sido condenado em segunda instância pelo TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) por lavagem de dinheiro na operação Lava Jato. O irmão do ex-ministro foi condenado a 10 anos, 6 meses e 23 dias de prisão. 

Silva foi condenado ao lado de nove réus por causa de uma ação que investiga o pagamento de propinas da empreiteira Engevix a políticos e diretores da Petrobras.

São eles: José Dirceu de Oliveira e Silva, João Vaccari Neto, Renato de Souza Duque, Gerson de Mello Almada, Fernando Antônio Guimarães Hourneaux de Moura, Julio Cesar dos Santos, Roberto Marques, Cristiano Kok e José Antunes Sobrinho.

R7 entrou em contato com a defesa de Silva e aguarda um posicionamento oficial sobre a prisão. 

 

Fonte: R7


Página 1 de 44

Compartilhar

COMPARTILHAR

Previsão do Tempo em Mauriti-CE

JC Atacarejo em Mauriti-CE - (88) 3-552-1364

  • 07.jpg
  • 08.jpg
  • atacado.png
  • jc.png
  • marcio.jpg
  • moto2.jpg
  • parceiros2017.gif
  • real2.jpg